quinta-feira, 26 de junho de 2014

ORGULHO E PRECONCEITO


                    ORGULHO E PRECONCEITO
         Algumas obras já foram adaptadas tantas e tantas vezes que mais uma adaptação, em um preconceito, dá a ideia de ser desnecessária. Isso poderia ter acontecido facilmente com a adaptação de Orgulho e Preconceito de 2005, dirigido pelo Joe Wright (já transposta para filmes e séries televisivas em muitas ocasiões), mas o que ocorre é uma adaptação ousada, autoral e cheia de vida, que após terminar o filme dará vontade de ler o livro de Jane Austen.
         Keira Knightley possui o seu primeiro grande papel de destaque e também o primeiro filme com o diretor Joe Wright (que renderam uma parceria de três ótimos filmes). Knightley está totalmente segura em atuar no papel de Elizabeth Bennet, que possui vários ótimos momentos, sendo uma mulher confiante, esperta, decidida e romântica; todas essas características estão presentes nos cenários do longa-metragem.
         Mas o restante do elenco não perde espaço: Donald Sutherland dá vida ao pai de Lizzie, que consegue alegrar muito ao filme, embora aparecendo pouco. Brenda Blethyn pode ser considerada o alivio cômico, proporcionando ótimas cenas (que nunca se tornam fora de ritmo pela atuação e direção magnificas).
         Joe Wright, como seu primeiro filme, faz um trabalho competente, com maravilhosas cenas em plano sequencias, na maioria das cenas começando pela porta de entrada do salão (parecendo a sensação do telespectador entrando nas festas ou jantares). Ao mesmo tempo o filme tem rimas visuais (por exemplo; a vela mostrando a emoção de Lizzie), que acrescenta muito a experiência.
          Trilha sonora, composta Dario Marianelli, normalmente sendo tocada em piano; consegue trazer vida, e ditar o que está ocorrendo em cena com apenas alguns acordes. Direção de arte e figurino está detalhista ao máximo. Somente notar a residência e as roupas dos Bennet e Bingley para perceber todo o cuidado do filme em transmitir a condição de cada família.
         O Filme merece todo o respeito dos fãs da literatura de Austen como de cinema. Possui vários elementos, que mesmo não sendo achegado ao gênero de romance, vai adorar a experiência que Knightley e Wright conseguem originar para uma obra completa, competente e inteligente.

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