terça-feira, 17 de junho de 2014

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN

                        HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN
         Um dos motivos de Harry Potter ser o maior fenômeno cultural desse século; e os personagens envelhecerem junto com o próprio telespectador, assim fica fácil cada criança e adolescente se aproximar dos personagens. Contudo, não adianta os personagens ficarem cada vez mais velho quando a trama continua sendo infantil, simples e personagens sem profundidade. Por isso o Prisioneiro de Azkaban merecem méritos, filme troca os temas bem humorados para cenas mais sombrias, com toda a certeza se torna o filme mais maduro da série; até agora.
         O grande mérito por essa troca de ambiente foi substituição do direto para Afonso Cuarón. Logo de inicio da longa metragem já tem com identificar as alterações feitas; O ambiente sempre com chuva, neve, nuvens carregadas e arvores sem folhas, até mesmo os figurinos dos alunos, começaram a utilizar o preto. Mas o filme, embora com ambiente sombrio, não se torna realmente um filme sombrio, somente mais maduro. Universo que Rowling criou, alunos e professores da escola continuam os mesmo. Embora constar o filme mais “Dark”, o filme nunca tenta assustar o telespectadores. Numa cena que Potter e Hermione estão sendo perseguido pelo lobisomem e ambos estão andando de costa no plano fechado, Afonso poderia querer tentar assustar o publico, mas o mesmo abre a tela para mostrar o lobisomem aos poucos. Sabia decisão, afinal, ainda trata da franquia Harry Potter.
         Afonso Cuarón virou uma grande surpresa, sempre colocando metáforas e rima visuais durante o filme: Numa das primeiras cenas o Harry Potter não sabe para onde ir, é senta perto do parque; noutra olhando o reflexo sem vida na janela do trem; terceira cena, a minha favorita, sempre Potter estar perto de relógio, antes mesmos do personagem viajar pelo tempo com a Hermione. Cuarón colocou a sua assinatura no filme, é sem duvida nenhuma virou a melhor direção até o momento.

         Com atuações melhores, do trio principal, e a ideia corajosa de alterar o ritmo da narrativa, num terceiro filme, Harry Potter consegue criar a melhor obra até o momento, mas nunca perdendo a competência das anteriores. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário