HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN
Um dos motivos de Harry Potter ser o maior fenômeno cultural
desse século; e os personagens envelhecerem junto com o próprio telespectador,
assim fica fácil cada criança e adolescente se aproximar dos personagens.
Contudo, não adianta os personagens ficarem cada vez mais velho quando a trama
continua sendo infantil, simples e personagens sem profundidade. Por isso o
Prisioneiro de Azkaban merecem méritos, filme troca os temas bem humorados para
cenas mais sombrias, com toda a certeza se torna o filme mais maduro da série;
até agora.
O grande mérito por essa troca de ambiente foi substituição
do direto para Afonso Cuarón. Logo de inicio da longa metragem já tem com
identificar as alterações feitas; O ambiente sempre com chuva, neve, nuvens
carregadas e arvores sem folhas, até mesmo os figurinos dos alunos, começaram a
utilizar o preto. Mas o filme, embora com ambiente sombrio, não se torna
realmente um filme sombrio, somente mais maduro. Universo que Rowling criou,
alunos e professores da escola continuam os mesmo. Embora constar o filme mais
“Dark”, o filme nunca tenta assustar o telespectadores. Numa cena que Potter e
Hermione estão sendo perseguido pelo lobisomem e ambos estão andando de costa
no plano fechado, Afonso poderia querer tentar assustar o publico, mas o mesmo
abre a tela para mostrar o lobisomem aos poucos. Sabia decisão, afinal, ainda
trata da franquia Harry Potter.
Afonso Cuarón virou uma grande surpresa, sempre colocando
metáforas e rima visuais durante o filme: Numa das primeiras cenas o Harry Potter
não sabe para onde ir, é senta perto do parque; noutra olhando o reflexo sem
vida na janela do trem; terceira cena, a minha favorita, sempre Potter estar
perto de relógio, antes mesmos do personagem viajar pelo tempo com a Hermione.
Cuarón colocou a sua assinatura no filme, é sem duvida nenhuma virou a melhor
direção até o momento.
Com atuações melhores, do trio principal, e a ideia corajosa
de alterar o ritmo da narrativa, num terceiro filme, Harry Potter consegue
criar a melhor obra até o momento, mas nunca perdendo a competência das
anteriores.

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