segunda-feira, 9 de junho de 2014

Orange Is the New Black 2ª temporada critica de série

ORANGE IS THE NEW BLACK – SEGUNDA TEMPORADA 
         Se a primeira temporada foi surpresa do ano passado tendo uma ótima trama, embora sendo pouca ousada. A segunda consegue provar que entra nas melhores séries da atualidade, com a mesma qualidade da temporada anterior, contudo com o roteiro mais amplo, corrigindo os poucos erros do primeiro ano e fechamento de temporada para ninguém colocar defeito.
         Logo no primeiro episódio, todo focado na protagonista, mostra os primeiros indícios da trama do segundo ano, “certo é melhor do que o errado?”. Durante o ano com vários exemplos as ideias são trabalhadas é cada vez mais a Piper está convicta que embora sendo educada para fazer sempre o certo; o errado, muitas vezes, possuem melhores resultados.
         Nessa temporada são inclusos novos personagens Vee e So so são as duas novas personagens com maiores participações. Vee é antiga presidiaria e a “vilã” da temporada, Red já a conhece é sabe que não pode confiar nela e aos poucos também percebemos isso. So so pode ser considerada o alivio cômico da temporada, possui ideias anarquista (com poucos conhecimentos) e não cala a boca (nem no sexo). Ambas contribuem muito bem para os episódios, cada uma na sua devida proporção.
         Também foram fechados alguns arcos que ficaram abertos na temporada anterior. Mendes volta na metade da temporada, para uma pequena participação, não fica muito tempo em ação, mas consegue proporcionar ótimos momentos (detalhe para a primeira participação no epilogo do oitavo episódio e a primeira participação do nono episódio).
         O final do episódio oito, além da volta de Mendes, também é a prova que a série consegue utilizar humor e drama. No final do capitulo descobrimos que a Vó de Piper morreu, momento mais dramático da temporada, mas logo em sequencia a série passa para epilogo totalmente humorado. Acredito que o episódio terminaria melhor sem o epilogo, porém foi tão bem utilizado e piada foi muito boa, fica difícil criticar.
         Nesse segundo ano também ficou mais critica a série. Desde a utilização da verba da diretora da prisão para a campanha politica do marido, falta de importância dos funcionários e protestos sem conhecimentos, mas sempre mostrando de maneiras sutis.
         Piper ainda continua protagonista da série. Como já mencionei que a ideia da temporada seria a mudança de Piper de fazer o errado em vez do certo. Durante o ano foi construído essa mudança de opinião com grande qualidade, desde o primeiro episódio, a morte da vó, perda do ex-noivo para a sua melhor amiga e trair a Alex, amor da sua vida, somente para beneficio próprio. Enquanto na temporada anterior a Piper vez uma escolha “ruim” para se defender, na segunda temporada ela faz uma escolha consciente, embora ainda sinta o peso dela.
         Mas a série não foi somente maravilhas; a principal perda foi da personagem Alex, participando apenas de alguns episódios (tomara que ela volte para a terceira temporada com maior quantidade episódios). Mas nada que vai estragar a experiência, pois a saída da Alex é muito bem contada.
         O maior problema da temporada anterior foi utilização dos flashbacks, a maioria não acrescentava a trama e o tempo deles era muitos longos. Contudo nesse ano foram bem utilizados; todos os flashbacks acrescentaram na história do episódio e até da temporada, foram utilizados em menores proporções e também tiveram ligações entre eles.

Uma temporada incrível e novamente foi uma surpresa para mim, afinal, esperava uma ótima temporada, assim como a primeira, mas não em tão alto nível. Já ficaram alguns indícios para a trama do terceiro ano, mas infelizmente precisarei aguardar mais um ano para assisti-lo.


 

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