quarta-feira, 30 de abril de 2014

Critica de Filme

                            HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO 
         Filme simples, mas acaba sendo complexo. Depois de sair do cinema vai se sentir mais feliz, não só pelo tema, mas também pela bela direção, atuação e a realidade que apresenta.
         As tramas abordadas são situação que já vivemos e sentimos com essa idade, sendo gay ou heterossexual, isso é o que menos importa. Leo é um personagem seguro de si para ter responsabilidade, mas também é um adolescente que precisa dos apoios de amigos e família para conseguir caminhar por esse caminho, ai que entra Gabriel.
         Quando Leo chega escola a mãe liga para saber se chegou bem, na volta a melhor amiga leva ele até a porta de casa dele, embora morando a dois quarteirões antes, indo para qualquer lugar precisa ligar para os pais e nunca pode ficar sozinho em casa. Essa é a situação que Leo vive todos os dias, mas a situação muda quando entra um novo aluno na classe, Gabriel. Gabriel rapidamente esquece que o novo amigo é cego, durante o período do dia fazem coisas que qualquer adolescente normal faz no seu tempo livre, ir ao cinema e sair depois da meia noite são alguns exemplos.
         Os pais de Leo não são pessoas maldosas, são pais normais, que querem sempre o bem para seu filho, por isso, acaba sendo superprotetores. Notasse que não é por ser cego, afinal, quando o mesmo fica com gripe a preocupação da mãe não é gripe do menino cego, é sim no filho com gripe. Logico, que pela deficiente do filho aumenta a superproteção, mas teria da mesma forma, talvez em menor escala.
         Giovana, melhor amiga de Leo, não enxerga nenhum empecilho em levar o amigo para qualquer lugar; primeiro sempre viveram juntos; segundo, quer sempre ficar por perto, por ser uma ajuda emocional; terceiro, é apaixonada pelo rapaz.
         Gabriel é o oposto de todas as outras pessoas que passaram pela vida do nosso protagonista, age mais do que pensa, não pensa em prejudicar o amigo com suas palavras, sempre é sincero e por ser natural mostra outro mundo para o nosso herói. Nunca ele iria para o cinema com outro personagem, nunca sairia de casa no meio da noite para ver um eclipse, nunca iria a uma festa onde teria os colegas de classe.
         Como Gabriel completa a vida do Leo pela experiência e os pais e Giovana completa com a proteção, Leo completa a vida dos dois amigos com a ajuda emocional. Giovana não tem outro amigo, a não ser o próprio protagonista. Vira uma tortura viver sem ele, quando brigam, ela é a pessoa que mais sai perdendo por ficar sozinha. Gabriel prefere esconder o que sente pelo amigo, embora sabendo que ambos sentem a mesma coisa.

         Filme é simples por ser tratar de uma história sobre adolescentes normais que estudam, brigam com os pais, viajam com a turma de classe, vão a festas e se conhecem. Mas acaba sendo complexo por ser realista; por trazer um universo natural da vida de um adolescente, que dificilmente não será identificado por qualquer telespectador. 

domingo, 20 de abril de 2014

Critica de Filme



 É impressionante como um diretor como Scorsese consegue se superar em cada filme, não utilizando uma narrativa completamente diferente, mas utilizando a mesma narrativa (Bons Companheiros), contudo com outro tema. Scorsese consegue mostrar que nunca perdeu a coroa de melhor diretor. Consegue prender o publico durante três horas como não fossem nem meia hora.
         Assim como todos os trabalhos do diretor, Scorsese nunca mostra os seus personagens como bons ou ruins, ele sempre deseja que o público descubra por si só a intensão dele com a obra, com o tema abordado e o que o filme tenta passar. Claro que muitas vezes será julgado com intepretações imbecis de algumas pessoas (afinal o mundo está longe de ser perfeitos), mas caso alguma pessoa com alguma decência, senso critico e com inteligência, poderá saber o real motivo da função daquela longa metragem.
         Filme é uma adaptação da autobiografia de Jordan Belford, um ex-corretor da bolsa de valores que decide ganhar o máximo dinheiro possível, não importando quem será necessário derrubar para isso. Quanto mais entramos no mundo de Jordan, mais percebemos o quanto é animalesco aquela vida. Não só o personagem principal que até adota esse apelido “Wolf”, mas todos os envolvidos no processo possuem o mesmo problema. Belford não precisa de dinheiro, mas o deseja por status e por não ter nenhuma motivação de vida, assim como todos que trabalham com ele.  Além “dos colegas de trabalho” também tem como personagens as duas esposas de Jordan, que o mesmo não possui nenhum amor por nenhuma das duas e por último o agente do FBI, Denham
          A comedia está presente no filme, é não e somente em diálogos, mas também em humor físico. Caso for necessário dar um gênero para o filme fica difícil dizer, drama ou comedia, eu diria que se trata de uma Autobiografia ou uma dramédia, porém isso seria uma trapaça da minha parte, pois o filme não tem um gênero definido. É por ter essa troca de gênero foi essencial ter essa variação de atores, mas foi mais essencial um diretor extremamente competente de não ter alívios cômicos de certo personagem ou cena.
         Com certa facilidade menciono esse filme como um dos melhores da carreira de Scorsese e será difícil sair do cinema sem essa opinião. Não só pela maravilhosa atuação de DiCaprio, mas também por todo o elenco e o trabalho brilhante do diretor, Scorsese, de sempre esperar publico inteligente para assistir os seus filmes, embora cada vez isso se torna mais e mais difícil.

sábado, 19 de abril de 2014

Critica Série



THE WALKING DEAD 4º TEMPORADA – SEGUNDA PARTE
         A grande surpresa para mim foi que gostei muito dessa segunda parte. Enquanto a primeira foi apenas para corrigir o final da temporada passada, a segunda foi para mostrar a qualidade da série. Ótimos episódios, atuações tiveram uma melhora muito grande e pela primeira vez, desde a primeira temporada, vejo uma pela construção da narrativa.
         Esses oitos últimos episódios vez mudar a minha visão da primeira parte. Antes achava que os primeiro cinco capítulos foram apenas filler e os três últimos para corrigir o erro no final do terceiro ano, mas agora percebi que também serviu para a profundar mais na equipe de Rick; que se tornou essencial construção de cada personagem.
         Voltando a falar desses últimos oitos episódios. A melhor ideia da série foi de divisão do grupo em quatro narrativas diferentes, alguns episódios possuem uma narrativa com mais de um de grupo, mas os melhores episódios foram o que focaram num núcleo de pessoas em especifico.
         Melhor episódio da temporada “The Grove”, o 14º episódio, foi o mais chocante da temporada (se não da série). Possui opinião, conclusão e um grande desfecho, sem apelação gratuita. O episódio todo se foca na Carol, após ensinar as crianças a usar armas como “proteção” e matar uma pessoa, na primeira parte do quarto ano. Ela encontra o Tyreese e duas meninas que estavam na prisão. Por isso ela sofre as consequências dos seus erros no passado.
         Outros grandes episódios é “After”, “Still” e “Alone”, são somente algumas referências de qualidade dessa temporada. Episódios estão mais focados no grupo e a ação com os zumbis ficaram em segundo plano, diferente do terceiro ano da série.
         Embora tendo menos ação do que a temporada anterior, a ação está muito mais orquestrada nesse ano, possui mais tensão e os zumbis voltaram a ser uma ameaça na série. Possui algumas cenas que ficaram como uma das melhores da série: Com Carl quase morrendo por um zumbi; e Daryl escapando de uma horta é apenas dois exemplos desse fantástico ano.
         Foi um ano que começou regular e terminou como o melhor da série. Pode não ser a melhor série da atualidade, mas está entre as melhore após esse ano. Espero que continue assim e o quinto ano esteja no mesmo nível.