QUANTO MAIS QUENTE MELHOR
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Sem nenhuma dúvida o Billy
Wilder é um dos melhores roteiristas que passaram por Hollywood. Desde seus
filmes cômicos a dramas, o diretor e roteiristas consegue deixar sutilezas e
complexidades em seus filmes em algumas piadas e frases, sem dar ao ar de
grandeza, mas utilizando pequenos momentos para se mostrar seu verdadeiro
talento.
“Quanto Mais Quente Melhor”
entra tranquilamente entre seus melhores filmes, já que seu “Time” de humor
nunca esteve melhor. Piadas como o tipo de sangue dos dois protagonistas são
repetidos durante o filme cada vez de maneira diferente e aumentando ainda mais
atenção do público em prestar atenção em cada frase.
O roteiro é ágil, em poucos
momentos não terá uma piada para manter o ritmo, mas também em nenhum momento o
filme tenta forçar em ser engraçado, “Quanto mais quente melhor” simplesmente é
engraçado. Com trio de atores impressionante, cada um consegue dar vida ao
filme e aos momentos proporcionado por Wilder.
Marilyn Monroe provavelmente
está em seu melhor papel e Wilder sabe utilizar atriz e sua sensualidade sem
soar agressiva. Ainda a mesma possui grandes momentos no filme, como sua
primeira aparição e toda a sequência na viajem de trem. Os outros dois atores
(Tony Curtis e Jack Lemmon), não ficam na sombra da atriz, carregando papeis
muito diferente entre eles e sabendo dividir muito bem o protagonismo.
Sem dúvida um filme
obrigatório para qualquer amamente do cinema e um dos melhores longa-metragem
de todos os tempos. Pode não ser o meu filme do Billy Wilder favorito (esse
título ainda fica com Se meu apartamento falasse), mas é engraçado e complexo
desde de seus momentos iniciais até a última piada; aliás, o filme consegue
terminar com a melhor piada do filme, provavelmente sendo um dos poucos
exemplares que consegue essa proeza.

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